Cátia Domingues leva o afecto português aos refugiados na Grécia

Esta semana dou-lhe a conhecer uma voluntária que está a ajudar refugiados na Grécia, chama-se Cátia Domingues, tem 29 anos e é natural de Lisboa.

Cátia está habituada, a nível profissional, a utilizar o humor e o sarcasmo como ferramentas de cidadania para despertar consciências.

Mas foi com as suas mãos que decidiu ajudar a melhorar o Mundo, em cada refugiado: cada mulher, homem e criança que vai conhecendo.

 

Nas ilhas Gregas é onde os barcos chegam e aqui é tudo mais duro, daí a escolha da Cátia, deixando para trás a experiência em Nea Kavala em conjunto com a Organização não governamental Drop in the Ocean. Todas as despesas são pagas pela voluntária portuguesa… vai ficar, disse, “até o dinheiro dar.”

Assim que chegou à ilha grega de Quios de onde foi feita enta entrevista ficou em choque, um dia depois, quando aconteceu a nossa conversa, continuava ainda em choque…

(clique na ligação abaixo para escutar)

As crianças ocupam-se como podem e como o clima permite.

As mulheres tentam ocupar-se e continuar de alguma maneira a sua função, como quando tinham uma vida, tomando conta da família.

Os homens estão completamente desorientados sem qualquer função.

Aqui não há tempos livres, com todo o tempo livre para ocupar.

Muitos homens estão na casa dos vinte, trinta anos e deixaram de poder desempenhar qualquer papel, ainda menos o papel de sustentar a família. Estão “sem norte” e o dia de amanhã desperta assustadoramente igual.

Cátia Domingues disse que é de partir o coração ver estes homens com olhar vazio a estender a mão. Não lhes deixam fazer nada, nada lhes é pedido.

À sua volta, nada se faz para não criar a ilusão de que pode ser definitivo; não se pode criar uma ilusão de que a situação será de médio e longo prazo.

O médio e longo prazo é-lhes vedado e torna-se evidente que muitos destes homens começam a consumir substâncias – criando um problema ainda mais grave.

Cátia está habituada a não medir as palavras e diz claramente que estamos a criar delinquentes quando nada está a ser feito para ocupar estas pessoas, nem a providenciar um tecto para que possam ter esperança no dia de amanhã, ocupando o dia de hoje.

A mais dura das entrevistas…choramos em conjunto, para dentro.

Este é um dos maiores desafios de guerra e paz que o Mundo enfrenta hoje…

Cátia Domingues oferece, como disse, as suas mãos porque não pode fazer nada.

Procura minimizar a dor de quem procura ter uma vida para já uma vida em suspenso, durante quanto tempo? Ninguém sabe.

Cátia Domingues leva assim, raios de luz, ainda que sejam ténues para a vida destas pessoas.

 

Diferentes de nós?

Nasceram num país que não puderam escolher e não lhes é permitido escolher.

 

Lusodescente Venezuelana ajuda crianças a partir de Toronto – Alessandra da Rocha

Neta de um emigrante português na Venezuela, natural de Aveiro, Alessandra da Rocha vive no Canadá desde 2010.

É oradora motivacional e conselheira pessoal, tendo frequentado um curso de gestão de hotelaria no Centennial College em Toronto, e já pensa criar a sua própria organização sem fins lucrativos para ajudar as crianças da Venezuela, que necessitam de apoio urgente.

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Não entram alimentos no país, não há nada nos supermercados. Não aceitam dólares. O problema já tem anos mas piorou com as mudanças politicas. Quem tem dinheiro compra fora do país.

Mais de 90 por cento da população é pobre e estes não tem como comprar. As crianças são as mais afectadas: hoje estão em casa sem comer, doentes e sem poder ir à escola…a situação é muito difícil.

 

Vai tardar até que a situação se normalize na vida destas famílias e destas crianças então a luso descendente resolveu criar um projecto de nome “Feed a Kid Venezuela” para poder levar alimentos às crianças.

A festa do seu 32º aniversário este ano foi para juntar 150 pessoas, entre os quais portugueses que residem no Canadá e quiseram ajudar. Conseguiram angariar algumas verbas que vão fazer com quem algumas crianças tenham um Natal um pouco menos duro.

Em Toronto, no Canadá, portugueses juntam-se à causa e apoiam as crianças venezuelanas – são duas comunidades, a portuguesa e a venezuelana que se juntam e ficam mais fortes na adversidade.

Uma plataforma on line está activa para receber apoios a quem quiser ajudar: basta pesquisar por GoFundMe e Feed a Kid Venezuela.

Para escutar a entrevista audio clique aqui:

 

Conheça um serviço público e gratuito que faz o arquivo da Internet portuguesa desde 1996

[AUDIO]

https://soundcloud.com/audiopressportugal/conheca-um-servico-publico-e-gratuito-que-faz-o-arquivo-da-internet-portuguesa-desde-1996

[TEXTO]

Quem é que nunca foi pesquisar algo à internet e encontrou a mensagem “página não encontrada”?

Passado um ano depois de existir uma publicação na internet, cerca de 80% das páginas desaparecem ou são alteradas.

Assim surge este serviço de preservação digital prestado pelo Arquivo.pt que é essencial para conservar uma parte da herança cultural do país.

Em arquivo.pt encontra disponibilizado um serviço de pesquisa pública e gratuito sobre dados arquivados na internet desde 1996.

O arquivo.pt é uma iniciativa de uma unidade da FCCN da FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia – é uma infra-estrutura de investigação focada na preservação dos conteúdos de interesse para a comunidade portuguesa.

Saiba como funciona este arquivo pelas palavras do próprio coordenador do projecto, Daniel Gomes.

Numa entrevista conduzida pelo jornalista Edgar Canelas na antena 1 em Janeiro de 2016.

Este serviço Made in Portugal poderá ainda servir utilizadores internacionais, uma vez que preserva páginas em várias línguas e oferece a possibilidade de acesso a conteúdos históricos em português a utilizadores estrangeiros através de ferramentas de tradução automática.