Conheça a portuguesa que revolucionou a investigação em Alzheimer, Rita Guerreiro

 

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É natural de Estremoz, chama-se Rita Guerreiro tem 35 anos, vive e trabalha no Reino Unido desde 2010, depois de realizar o doutoramento nos EUA.

Em 2014 Rita Guerreiro recebe o premio Jovem investigadora Europeia pela Associação Francesa para a investigação em Alzheimer.

O ano de 2015 chegou com alguns prémios: um de uma associação italiana fundacione Gino Galetti e o prémio da Alzheimer Society, em reconhecimento da sua carreira académica em investigação em demência.

Seguindo-se em 2016 o premio da Alzheimer Research UK.

O premio de reconhecimento de carreira de investigação da Alzheimer society é entregue ao marido José Brás no ano seguinte, em 2016.

Este casal de investigadores portugueses em Alzheimer, amplamente reconhecidos a nível mundial, já conseguiu criar um laboratório na University College of London totalmente financiado pelos próprios.

Saiba que a investigação de Rita Guerreiro e do marido José Brás é feita em colaboração com grupos na Turquia, em Portugal, com grupos por toda a Europa e por todo o Mundo.

Quisemos saber como ficam as saudades de Portugal.

Para Rita Guerreiro estas saudades são colmatadas com o intercambio entre as universidades  portuguesas como é o caso da Universidade de Aveiro e do Porto.

“ Tentamos sempre que possível manter uma ligação a nível profissional através das universidades, reuniões e conferencias onde vamos apresentar o nosso trabalho e obviamente a parte pessoal para manter as nossas ligações e raízes, às nossas terras natais ou aos sítios de onde vimos que é absolutamente importante ”.

Conheça um casal de portugueses que está a trabalhar a “medicina do habitat”

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https://soundcloud.com/audiopressportugal/conheca-um-casal-de-portugueses-que-esta-a-trabalhar-sobre-a-medicina-do-habitat

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Estamos todos, os seres humanos, cada vez mais sedentários.

Passamos a maior parte das nossas vidas dentro de uma casa.

No local onde vivemos ou no local onde trabalhamos.

França, Espanha, Alemanha e Suécia são alguns dos países que já trabalham com a consciência de que – o ambiente que nos circula influencia a nossa saúde.

Saiba que depois dos factores genéticos e os hábitos de vida adoptados são os factores ambientais que mais ditam a nossa condição de saúde.

Este semana demos a voz a Marcelina Guimarães e Miguel Fernandes – um casal que se apaixonou por estes temas e criou a empresa – Habitat Saudável

– a única empresa de arquitetura a oferecer este tipo de consultoria em Portugal.

Ao longo da entrevista percebemos que, alguns comportamentos simples podem diminuir os riscos:

uma das dicas deixada pela Habitat Saudável é substituirmos a ligação wi fi por cabo ou limitar a sua utilização.

Miguel Fernandes falou na semelhança entre uma parede de habitação e a nossa pele; alertando para alguns problemas comuns, como: a “contaminação eletromagnética proveniente dos postes de alta tensão e dos telemóveis (…) a ausência de plantas naturais, entre outros factores.”

Nesta entrevista vai conhecer o gás radão – um gás radioactivo de origem granítica.

“O radão está presente na natureza e está considerado pela organização mundial de saúde como a 2º causa de cancro do pulmão”

conforme refere o geobiólogo Miguel Fernandes ao Audio Press Portugal.

Os níveis deste gás radioactivo estão presentes de forma acentuada em alguns distritos de Portugal cuja informação pode ser obtida on line.

Estivemos a falar de geobiologia e de biohabitabilidade, cujos estudos apesar de não serem recentes começam por ser aplicados em Portugal, graças a pessoas como a Marcelina Guimarães e o Miguel Fernandes.

Conheça a especialista em Portugal, em violência filio parental, Neusa Patuleia.

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Chama-se Neusa Patuleia e recebeu em finais de 2015 uma Menção Honrosa pela Associação de Apoio à Vitima (APAV) pelo seu trabalho de investigação.

Este trabalho está agora a ser desenvolvido em sede de doutoramento e gira em torno das Narrativas e Representações sobre Violência Filioparental. Este é o 1º estudo em Portugal que incide sobre as formas de violência de filhos para pais.

Por que o mais importante é esta percepção de violência nas relações, neste caso de filhos para pais – a Dra Neusa Patuleia vai explicar nos a melhor forma de identificá-la.

“A violência filioparental surge de uma forma muito camuflada não aparece logo com comportamentos agressivos de filhos para pais.

Acontece muitas vezes nós termos pais, com uma criança de quatro cinco seis anos de idade “eu não sou capaz de dar conta dela, ela tem uma personalidade muito vincada e tem que ser tudo como ela quer” ou “o meu filho não sabe ouvir um não””.

(Mafalda Ramos)

Isto é para todas as relações mas ao lidar com um filho é importante a pessoa estar antes de mais atenta, estar calma, estar naquele momento e observar o comportamento da outra pessoa, que é o seu filho” enquanto não observar o comportamento da outra pessoa não vai ter a percepção do que está a acontecer…

“os pais não têm só o papel de observadores…são orientadores, os pais são os educadores, os pais têm que ir balizando, ir pondo limites, têm que ser os pais que têm que chamar a si essa responsabilidade. Porque é que muitos jovens acabam depois na sala de aula nao respeitar a autoridade do professor? porque não reconhecem autoridade aos adultos em geral.

(…)

A violência de filhos em relação aos pais nota-se nos insultos, na agressão verbal.”

(na ligação externa escuta a entrevista na integra)

 

 

 

 

O lixo e os resíduos no nosso país vistos pelo movimento cívico Tara Recuperável

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Apresento lhe o movimento Tara Recuperável

Tara Recuperavel é um movimento cívico de acção ambiental com um manifesto feito em Maio de 2012.

As garrafas e as latas podem deixar de estar nas praias e nas nossas ruas com medidas simples.

O Audio Press Portugal entrevistou o Daniel Gomes que é o responsável por este movimento.

“Daniel a nível das boas praticas todo este trabalho que vens a desenvolver há pelo menos 3 anos no Movimento Tara Recuperável já te dá uma ideia de quais é que são as boas praticas que estão a ser feitas a nível internacional e que não há aqui grande trabalho a fazer senão seguir as boas praticas dos países que já trabalharam seriamente este tema e que já o aplicaram. Nomeadamente nas caixas automáticas colocadas em locais públicos como acontece por exemplo na Holanda

(funciona com talões de desconto nas compras na entrega do vasilhame com ganhos mútuos para todas as partes).

(entrevistado)

E em relação ao nosso país Daniel Gomes deu o exemplo da cidade de Lisboa em que a câmara negociou uma recompensa monetária com a entrega e os resíduos passaram a ser uma fonte de rendimento para a autarquia.

A compra dos sacos de plástica implementada no início de 2015 terá tido um efeito imediato na redução dos sacos de plástico – já se vêm menos por aí a estragar o ambiente.

As garrafas de plástico são o lixo que mais se vê e é uma pena estas medidas ainda não estarem a ser feitas no nosso país.

“quando me perguntas te se tem que haver uma abordagem política ao problema sem sombra de duvida que tem porque o que estamos a fazer até agora não sou eu que digo não funciona. Se formos ver os números da Pordata a tendência de reciclagem é para diminuir em Portugal… isto considerando a quantidade de acções que têm sido feitas e o dinheiro investido e nós temos a percentagem de valorização de resíduos urbanos a descer segundos dados oficiais e até 2020 temos que ter uma percentagem de reciclagem de pelo menos 50% já não falta assim muito tempo, alguma coisa tem que ser feita e tem que ser feita e tem que ser feita ao mais alto nível e o mais depressa possível.”

Escute a entrevista na íntegra utilizando o leitor acima em “audio”.

Apresento-lhe a Economia da Partilha com Cândida Rato

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Partilhar é possibilitar o encontro. E por encontro podemos não estar a falar só de encontro de pessoas mas o encontro de necessidades e dos recursos disponíveis.

Na economia da partilha troca se ou simplesmente oferecemos a todos:

o nosso tempo, as nossas competências, partilhar uma boleia, roupa que está no roupeiro e que já não usamos…

A economia da partilha é como as trocas que as nossas avós faziam.

Para nos explicar como funciona a “the sharing economy” | a Economia da Partilha – esta semana estive à conversa com Cândida Rato, a representante em Portugal deste movimento que arrancou recentemente com formações e consultoria sobre esta nova economia.

Saiba que mais de metade dos consumidores no Reino Unido já estão envolvidos em actividades na Economia da partilha.

Portugal foi um dos 3 países com mais eventos na semana da partilha, em 2015 no programa internacional dedicado ao tema.

O Globalsharingweek acontece mais uma vez em Junho: pode consultar e inserir o seu próprio evento on line ou entrar no site The people who share Portugal no facebook.

Economia de Partilha ressurgiu assim com a evolução da internet e da crise financeira.

É um novo modelo económico e social que permite o acesso partilhado a bens, serviços, dados e talentos.

Um estudo de 2013 estima que em todo o mundo – deverá circular o equivalente a 400 mil milhões de euros em actividades de economia da partilha.

As lojas sociais são outro exemplo da economia da partilha.

Em Lisboa já existe uma plataforma social em que quem oferece carrega a informação na plataforma on line e quem procura encontra o que precisa e depois é só levantar na junta de freguesia onde está o bem ou serviço oferecido.

 

Um programa pioneiro em Portugal ajuda crianças autistas e não só

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Apresento lhe um programa pioneiro em Portugal, o Horse Boy Portugal.

Sabia que Um ambiente em contato com os animais favorece não só a criança como toda a sua família?

Aqui conhece os efeitos benéficos dos cavalos, do movimento e da natureza.

Falamos de Autismo, de Hiperactividade de Défice de atenção entre outras dificuldades neuro-sensoriais nas crianças.

Os fundadores do projecto no Texas contactaram esta associação de Vila Franca de Xira para trazerem ao nosso país este tipo de programa criando para resolver um problema do filho do mentor de Rupert Isaacson.

Sofia Valença do Centro Equestre da Lezíria Grande em Vila Franca de Xira contou ao Audio Press Portugal o que este tipo de programa pode fazer no caso das crianças com autismo.

Estamos a falar de um programa pioneiro em Portugal com resultados comprovados de forma científica e que vão muito além do autismo.

Voluntários e donativos são sempre bem-vindos dado que as terapias personalizadas são gratuitas e o valor das mesmas é impagável.

Saiba que o Centro Equestre da Lezíria Grande numa localidade de Vila Franca de Xira, em Povos, já existe há 33 anos mas este trabalho é novo e pioneiro no nosso país.

Saiba mais através das redes sociais pesquisando por Horse Boy Portugal.

 

 

É um dos melhores oftalmologistas do Mundo, com menos de 40 anos – Dr. Fernando Correia

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O investigador português Fernando Faria Correia faz parte de uma lista restrita dos melhores oftalmologistas do Mundo segundo avançou a principal revista científica do sector a The Ophthalmologist.

E foi com estas palavras que o português foi apresentado pelo júri.

“Faria Correia é um oftalmologista talentoso que tem publicado artigos importantes na área do ceratocone, catarata e cirurgia refrativa.

Será um futuro líder e continuará certamente a contribuir para a evolução deste domínio”, conforme refere um comunicado da universidade do Minho.

Em entrevista exclusiva – ficamos a conhecer as condições atuais de trabalho deste investigador português e como se posiciona a investigação em oftalmologia no nosso país e no Mundo aos dias de hoje, pelas palavras do Doutor Fernando Faria Correia ao Audio Press Portugal.

Luís Miguel Costa é um dos melhores alunos da Columbia University e é a prova de que um ensino público de qualidade dá sempre os seus frutos

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Luís Miguel Costa é um dos melhores alunos da Columbia University

O MBA de Colúmbia está no topo dos melhores cinco do Mundo.

O sucesso de Luís Miguel Costa é a prova de que um ensino público com qualidade – dá sempre os seus frutos.

Na Colúmbia University foi reconhecido como um dos 7 alunos com melhores notas – num universo de mais de 700 alunos de mais de 60 países.

O Audio Press Portugal entrevistou este aluno português em directo dos EUA que fora reconhecido na Colúmbia Business Scholl e conta-nos o seu percurso escolar e académico até à data.

Inicialmente a ideia era ir estudar um ano para os Estados Unidos mas…enquanto estudava saiu o convite para ficar a trabalhar.

Quisemos saber o que sentiu ao chegar aos EUA e o que mais sente falta

 

“Para nós portugueses que estamos habituados a ter um povo mais calmo mais amigável aqui é tudo bastante rápido, bastante confuso, nos primeiros seis meses foi um choque, a língua é diferente todas as condicionantes são diferentes eu acho que agora já me sinto bem, já me sinto em casa mas os primeiros meses foram um choque.

Ahh…estava habituado a Portugal e de facto isto é uma realidade completamente diferente – não necessariamente melhor mas diferente. 

Eu sentia falta desse afecto que tinha em Portugal.

 

 

Parabéns a Luís Miguel Costa pelo seu percurso escolar e académico excepcional e pelo reconhecimento de uma das melhores universidades do Mundo!

 

Tiny Domingos recebe prémio em Berlim pelo seu trabalho de programação cultural

 

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No Audio Press Portugal damos a conhecer aquelas noticias positivas que geralmente os media não falam.

Esta semana damos a conhecer Tiny Domingos.

É filho de emigrantes da zona de Ourém, nasceu em França e foi em Lisboa que descobriu a arte contemporânea.

Esta entrevista surge numa altura em o Tiny Domingos está a festejar ainda um prémio que recebeu pela cidade de Berlim.

Tiny Domingos estudou e deu aulas em Portugal – vive em Berlim há 21 anos mas a ligação a sua ligação a Portugal mantém-se.

Criou a Rosalux com o objectivo de divulgar o trabalho de artistas plásticos portugueses na capital alemã – neste momento faz este trabalho sem nacionalidades e de âmbito mais global.

Em entrevista exclusiva ao Audio Press Portugal conheça o percurso de vida e de trabalho de Tiny Domingos na capital Alemã onde parece que tudo acontece ligado às artes.

Em 2015 recebe um prémio da 30 mil euros oferecido pela cidade de Berlim que entendeu recompensar o esforço das pessoas que trabalham nestes espaços artísticos.

O Rosalux do luso descendente foi um dos espaços e projectos escolhidos entre mais de 150 a concurso.

Quisemos saber qual o significado deste prémio.

“com muita perseverança e muito empenho nós conseguimos concretizar objectivos independentemente de termos ou não apoios, temos é que acreditar naquilo que fazemos e lutar muito tempo ”.

 

Para terminar a nossa entrevista Tiny Domingos dá-nos a sua perspectiva da cultura e da sua valorização numa cidade como Berlim.

“a cultura hoje em dia não acontece apenas nas instituições ou com artistas muitos conhecidos: aqui há uma valorização para a cena alternativa ou independente. Este tipo de trabalho tem que ser reconhecido.  O imposto turístico reverte também para os artistas porque somos o ex libris da cidade de Berlim”.

Falamos de milhões aplicados todos os anos.

A cidade de Berlim criou então um imposto que sai do turismo directo para os artistas.