O prémio Cidadão Europeu de 2017 foi para a plataforma portuguesa de apoio aos refugiados

 

 

 

“está em curso a maior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial”, são palavras do ex-Alto Comissário para a Imigração e tambem do Papa Francisco.

Em Portugal, A Plataforma de Apoio aos Refugiados (a PAR) que existe desde 2015 – acolheu, até ao momento cerca de 600 pessoas o que equivale a 40% dos refugiados recebidos no nosso país.

Recentemente esta plataforma da sociedade civil portuguesa foi laureada pelo Parlamento Europeu com o «Prémio do Cidadão Europeu 2017.

Em Portugal não se institucionaliza refugiados – são colocados de imediato nas comunidades espalhadas pelo país.

As instituições anfitrias apoiam nos primeiros tempos com condições que têm que cumprir como:

  • ter alojamento autónomo
  • dar apoio a nível alimentação e vestuário

e

  • dar apoio naquilo que é  a sua integração nos sistemas sociais básicos de onde:
  • A aprendizagem da lingua junto das escolhas universidades e voluntários

 

Depois, fundamental é a integração no sistema de saúde com apoio psicológico.

A originalidade desta plataforma portuguesa da sociedade civil foi assim reconhecida na uniao europeia.

 

Mario Rui André, da comissão executiva da Plataforma de Apoio aos Refugiados em conversa para o Audio Press Portugal fala nos da originalidade deste trabalho.

 

(escuta da peça audio)

Segundo a experiência que têm no terreno, a maior parte das famílias gostam e prefer estar em Portugal.

 

A maioria dos refugiados são essencialmente sírios, havendo ainda alguns iraquianos e eritreus.

 

Melissa Fleming porta-voz do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados – esteve em Lisboa no primeiro semestre de 2017 e disse que Portugal é um caso exemplar na Europa e no mundo no acolhimento a refugiados.

 

Mario Rui André, em conversa para o Audio Press Portugal conta nos como nasceu a plataforma.

 

(escuta da peça audio)

 

 

A Sociedade Civil portuguesa está de parabéns!

Terminamos a nossa conversa conhecendo o que significa este prémio cidadão europeu para a Plataforma portuguesa de Apoio aos Refugiados.

 

 

Filipa Palha trabalha há décadas na saúde mental em Portugal

É psicóloga e presidente da Associação “Encontrar-se” que apoia pessoas com perturbação mental, sediada no Porto.  É também professora na Universidade Católica no Porto, publicou 18 artigos em revistas especializadas e as suas áreas de interesse científico são: a reabilitação psicossocial na doença mental, o estigma na doença mental, as políticas de Saúde Mental e a promoção da Saúde Mental. Chama-se Filipa Palha e estivemos à conversa para o Audio Press Portugal.

Em Novembro de 2016 o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa apelidou a nossa entrevistada como “vencedora” e uma “lutadora” por “lutar por um mundo melhor”, no dia em que se comemorou o dia Mundial da Saúde Mental. Sublinhou ainda a urgência da sociedade portuguesa ter de “aceitar a diferença”, lutando contra discriminação das doenças mentais.

No final de 2016 foram divulgados os resultados preliminares do estudo “Crisis Impact” onde se verifica que cerca de, um em cada três portugueses sofre de um problema ligado à saúde mental com números de prevalência que aumentaram de 18,8 % em 2008 para 31,2% em 2015. Um aumento que se verificou em todos os niveis de gravidade mas sobretudo nos casos de maior gravidade. A prevalência de problemas de saúde mental em 2015 foi mais elevada entre as mulheres, os idosos, viúvos, separados assim como pessoas com baixa escolaridade. Mais de 40% das pessoas da amostra do estudo reportam descida de rendimentos desde 2008: cerca de metade por corte de salários e pensões,  14% por motivo de desemprego, 6% por mudança de emprego e ainda 5% por reforma.

Este estudo indica ainda se entre 70% a 80% das pessoas conseguiram ter acesso a cuidados, apenas 40% tiveram acesso aos cuidados adequados, sendo as dificuldades em cobrir os custos e em marcar consultas os principais obstáculos apontados.

A associação Encontrar-se fez 10 anos de actividade em 2016 e atingiu maior visibilidade com um impacto estimado em 3 milhões de pessoas através da campanha nacional anti-estigma “Uma música para a saúde mental” mais conhecida por “UPA08” (UPA 2008) que fez nascer o movimento de combate ao estigma da doença mental, no nosso país “UPA – Unidos para ajudar.

Quando os problemas de saúde mental podem levar, por exemplo ao suicídio, uma das perguntas que fica depois desta entrevista é: porque razão a doença mental não é sinalizada como uma epidemia; quando deixa tantos portugueses incapazes e muitos estão em risco de vida?

Além de médicos de família que ajudam a tratar a doença física é urgente haver psicólogos nos centros de saúde e que estes doentes possam ser acompanhados, como acontece com  qualquer outra doença crónica, como a diabetes por exemplo.

AUTORIA: MAFALDA RAMOS | AUDIO PRESS PORTUGAL

 

É A PESSOA MAIS INDICADA PARA FAZER ESTA PERGUNTA DADO TER TRABALHADO TODA A SUA VIDA LIGADA À SAÚDE MENTAL: COMO ESTÁ O ESTIGMA DA DOENÇA MENTAL EM PORTUGAL ?

O estigma está péssimo infelizmente.

Quando os dados nos dizem que as doenças mentais aumentaram, que há maior sofrimento… que numa altura de crise económica é dramático o número de pessoas que passa por uma experiência desta natureza…

Quando temos dados relativamente àquilo que são as vivências dos adolescentes e o ano passado saiu um relatório absolutamente impressionante e que foi capa de jornais que constatava que um em cada cinco adolescentes já se teria magoado para lidar com o sofrimento psicológico…

Como é que nós deixamos as pessoas em sofrimento psicológico numa altura em que vivemos tempos muito difíceis e por outro lado quando sabemos que este sofrimento pode causar, por exemplo, suicídio.

Deixar que isso assim seja, do meu ponto vista, é absolutamente criminoso. Eu não consigo encontrar outra palavra por mais que esta seja forte.

Nós assistimos nos últimos anos a casos como a Ebola, por exemplo e do vírus do Zika; quando apareceram os primeiros indícios que poderíamos ter aqui um problema de saúde pública, risco de uma epidemia; claramente tudo foi feito não só para alertar as populações como, para termos um plano muito claro para intervir e de certa forma, evitar que pudesse vir a alastrar-se.

Nós temos uma epidemia de doença mental num contexto de crise económica.

Se aumenta a incidência, o número de pessoas com problemas de ansiedade e depressão e se alguns destes claramente podem levar ao suicídio, nós temos uma epidemia.

MR (Mafalda Ramos)

E que não foi sinalizada como tal.

FP (Filipa Palha)

Não foi…

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NO CONTEXTO DAS COMEMORAÇÕES DO DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL E DO 10º ANIVERSÁRIO DA ENCONTRAR+SE, APÓS A CERIMÓNIA DE ENTREGA DO PRÉMIO DE RECONHECIMENTO UPA, PRESIDIDA PELO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MARCELO REBELO DE SOUSA, DECORREU UM JANTAR DE BENEFICÊNCIA, NO PÁTIO DAS NAÇÕES DO PALÁCIO DA BOLSA QUE JUNTOU CERCA DE 350 PESSOAS.

QUE RESULTADOS SAIRAM DO PLANO NACIONAL DE SAÚDE PARA O PERIODO 2007-2016?

Muito pouco.

Ainda a semana passada o director do plano nacional de saúde mental disse que não estava à espera que o aumento da incidência da doença mental tivesse sido tão significativo como demonstrado pelo estudo “Crisis Impact” (trata-se de um estudo da autoria de José Caldas de Almeida presidente do instituto de saúde mental de Lisboa).

É impossível que ande distraído ou que não saiba daquilo que é o que todos nós sabemos…

Não é preciso ser-se psicólogo para saber que a crise afecta a saúde mental. Basta bom senso. Quem é responsável por: definir políticas, por monitorizar situações e por intervir – ou pelo menos alertar para que sejam possíveis iniciativas se não o faz…é uma situação intolerável e insuportável.

Continuamos com uma ausência de respostas e com um plano nacional de saúde mental que deveria ter sido implementado entre 2007 e 2016 e estamos no ano em que deveria ter sido o términus da implementação deste plano e…quase nada aconteceu…

Nós estamos na presença daquele que é o estigma estrutural que é aquele que diz respeito a alocação de recursos e que obviamente terá associado a reivindicação pelos nossos direitos. Se nós temos um cenário tão dramático, se os recursos e respostas não existem, então nós estamos perante um exemplo de estigma a tomar a dianteira da razão e do respeito pelos direitos humanos.

MR

Portanto, em relação a um vírus e em relação a um insecto que nos possa vir a atacar há logo uma reacção e começa-se a trabalhar na prevenção…e na doença mental…

FP

Felizmente temos o conhecimento e os meios para responder a diferentes níveis: da prevenção à intervenção em crise e em todo o processo de recuperação de um problema de saúde mental.

A intervenção psicoterapêutica tão pouco disponibilizada no SNS (Serviço Nacional de Saúde) permite ganhos em saúde imensos.

Ajuda a: interiorizar aquilo que está a acontecer, desenvolver competências e estratégias de coping e de resiliência, etc, podemos evitar recaídas ou que situações mais graves venham a acontecer.

Isto está escrito, é sabido há trinta anos…

Estar trinta anos sem os seguir é claramente condicionar o que é a qualidade de vida das pessoas e o que é não só em termos individuais mas familiares, sociais e económicos… os custos directos e indirectos…há dezenas de relatórios, dados do mais consistente que há.

Porque é que nós não fazemos nada com isto?

Em 2001 foi publicado um relatório pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e uma das frases da comissária responsável pelo relatório é que nós temos o conhecimento, os recursos para que as pessoas possam ser ajudadas e infelizmente continuamos a fazer com que o estigma tome a dianteira da razão.

Isto é dramático, 15 anos depois não tendo sido feito nada ou muito pouco não é nenhuma surpresa que a situação tenha piorado.

Só é uma surpresa para quem anda muito distraído ou para quem não contacta directamente com pessoas…

A falta de saúde mental é um enorme obstáculo ao desenvolvimento das nossas economias.

É impedir a pessoa que seja e se torne aquilo que ela pode ser.

Felizmente hoje temos recursos e possibilidades de  ajudar as pessoas a recuperar de um problema destes de uma forma muito diferente daquilo que era há vinte ou trinta anos e apenas precisamos de fazer aquilo que fazemos nas outras áreas da saúde e isso não acontece.

 

SENTE QUE ESTAMOS A SER BEM REPRESENTADOS PELO GOVERNO A NÍVEL DE SAÚDE MENTAL?

Ninguém aguentaria o que se está a passar sem se ter demitido.

Uma pessoa que é responsável por implementar um plano durante dez anos e não tem o mínimo de condições para o fazer e de ano para ano vai dizendo que não o teve, o que esta lá a fazer?

Ao longo dos anos vimos muitos responsáveis por diferentes áreas da saúde a demitirem-se quando dizem que, para a minha função não estão a ser dadas as condições para a representar.

 

 

MR

Calculo que seja um trabalho difícil contactar diariamente com pessoas que sofrem com problemas de saúde mental. 

FP

Eu tenho um respeito e uma admiração pelas pessoas com doença mental que não faz ideia. Mas uma consideração extraordinária. Nem percebo como é que as pessoas desprezam ou diminuem o que é uma pessoa acordar de manhã com sintomas psicóticos, por exemplo.

Eu acho que lutar e ser resiliente, andar para a frente e querer melhorar é um acto de coragem mas de uma valentia que eu não tenho palavras para descrever.

Portanto, eu tenho pelas pessoas com experiência de doença mental uma consideração e um respeito e claramente me sinto bastante mais fraca perante a força que elas têm para lutar com um processo e um fenómeno que é realmente surpreendente: a nossa mente dar aqui assim umas reviravoltas e condicionar o nosso eu, a nossa percepção com o Mundo a nossa relação com os outros, etc.

Tenho verdadeiramente respeito e consideração e como tal, trato-os obviamente dessa forma.

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Pode ainda escutar a versão audio com um excerto desta entrevista, clicando aqui:

 

 

Respiram música, no maior carrilhão itinerante do Mundo, apresento-Lhe a família Elias

Clique na seta para escutar a entrevista

https://soundcloud.com/audiopressportugal/respiram-musica-no-maior-carrilhao-itinerante-do-mundo-apresento-lhe-a-familia-elias

 

TEXTO

 

Em plena crise, Portugal recebia a troika em 2011 e…foi precisamente nesse período difícil que o sonho de uma família portuguesa se concretizou…

Chama se Lvsitanvs e é o maior carrilhão itinerante do mundo, são 15 toneladas, 7 de bronze 63 sinos e um total de peso andante de 22 toneladas: conduzido muitas vezes ora pelo pai ora pela filha : uma vez que as verbas dos concertos ainda não dão para tudo.

O Lvsitanvs nasceu da preocupação em utilizar a energia da juventude e das crianças mais próxima das potencialidades de cada um conforme contou o engenheiro Alberto Elias em entrevista exclusiva ao APP.

Pai e duas filhas criam o Centro Internacional do Carrilhão e do órgão (CICO) sediado em Constância, em 2011 e em 2015 nasce o Lvsitanvs – que leva som e emoções a todos os locais onde os requisitam.

Estes locais podem ser praças, como as praças de Lisboa, os jardins cuja singularidade no som varia se estao próximo da água ou de árvores..quanto à escolha das músicas a professora Ana Elias levanta um pouco o veu do que pode esperar de cada concerto do carrilhão itinerante.

Sabemos que o problema da cultura e neste caso da música é o financiamento de todo o trabalho: quer de criação quer toda a gestão do trabalho que acarreta um projecto desta importância e portanto precisa de financiamento como é o caso para virem a gravar um CD ou DVD.

A vila de Constância recebe o pre congresso mundial do carrilhão em Junho de 2017 com especialistas de vários países e o Engenheiro Alberto e a Professora Ana Elias: pai e filha só querem ter condições para poderem continuar a trabalhar: não querem esmolas – querem espalhar música !!

Vão precisar de padrinhos como as empresas que vêm no próprio camião uma forma de se publicitarem e já existe até sinos com o nome dos seus padrinhos e o logótipo dos patrocinadores.

Querem fazer mais concertos em Lisboa e em Espanha e para isso faltam as pessoas interessadas na concretização destes concertos de carrilhão: sempre diferentes e únicos.

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Saiba que em Mafra,

Existem dois carrilhões e 119 sinos !! em 2017 fará 300 anos que se começou a ouvir aqui este som, encomendado por D Joao V.

Este constitui o maior conjunto sineiro do mundo e na comemoração dos 300 anos do Convento de Mafra, conta-se que voltem a funcionar e a dar música pondo fim a alguns anos de paragem.

“O instrumentos no conjunto são de uma grandeza e de uma energia extraordinárias. Nunca ouvi nada assim.”

Contou o jornalista da Fernando correia de oliveira sobre os carrilhões de Mafra.

Conheça um casal de portugueses que está a trabalhar a “medicina do habitat”

[AUDIO]

https://soundcloud.com/audiopressportugal/conheca-um-casal-de-portugueses-que-esta-a-trabalhar-sobre-a-medicina-do-habitat

[TEXTO]

Estamos todos, os seres humanos, cada vez mais sedentários.

Passamos a maior parte das nossas vidas dentro de uma casa.

No local onde vivemos ou no local onde trabalhamos.

França, Espanha, Alemanha e Suécia são alguns dos países que já trabalham com a consciência de que – o ambiente que nos circula influencia a nossa saúde.

Saiba que depois dos factores genéticos e os hábitos de vida adoptados são os factores ambientais que mais ditam a nossa condição de saúde.

Este semana demos a voz a Marcelina Guimarães e Miguel Fernandes – um casal que se apaixonou por estes temas e criou a empresa – Habitat Saudável

– a única empresa de arquitetura a oferecer este tipo de consultoria em Portugal.

Ao longo da entrevista percebemos que, alguns comportamentos simples podem diminuir os riscos:

uma das dicas deixada pela Habitat Saudável é substituirmos a ligação wi fi por cabo ou limitar a sua utilização.

Miguel Fernandes falou na semelhança entre uma parede de habitação e a nossa pele; alertando para alguns problemas comuns, como: a “contaminação eletromagnética proveniente dos postes de alta tensão e dos telemóveis (…) a ausência de plantas naturais, entre outros factores.”

Nesta entrevista vai conhecer o gás radão – um gás radioactivo de origem granítica.

“O radão está presente na natureza e está considerado pela organização mundial de saúde como a 2º causa de cancro do pulmão”

conforme refere o geobiólogo Miguel Fernandes ao Audio Press Portugal.

Os níveis deste gás radioactivo estão presentes de forma acentuada em alguns distritos de Portugal cuja informação pode ser obtida on line.

Estivemos a falar de geobiologia e de biohabitabilidade, cujos estudos apesar de não serem recentes começam por ser aplicados em Portugal, graças a pessoas como a Marcelina Guimarães e o Miguel Fernandes.

O lixo e os resíduos no nosso país vistos pelo movimento cívico Tara Recuperável

[AUDIO]

[TEXTO]

Apresento lhe o movimento Tara Recuperável

Tara Recuperavel é um movimento cívico de acção ambiental com um manifesto feito em Maio de 2012.

As garrafas e as latas podem deixar de estar nas praias e nas nossas ruas com medidas simples.

O Audio Press Portugal entrevistou o Daniel Gomes que é o responsável por este movimento.

“Daniel a nível das boas praticas todo este trabalho que vens a desenvolver há pelo menos 3 anos no Movimento Tara Recuperável já te dá uma ideia de quais é que são as boas praticas que estão a ser feitas a nível internacional e que não há aqui grande trabalho a fazer senão seguir as boas praticas dos países que já trabalharam seriamente este tema e que já o aplicaram. Nomeadamente nas caixas automáticas colocadas em locais públicos como acontece por exemplo na Holanda

(funciona com talões de desconto nas compras na entrega do vasilhame com ganhos mútuos para todas as partes).

(entrevistado)

E em relação ao nosso país Daniel Gomes deu o exemplo da cidade de Lisboa em que a câmara negociou uma recompensa monetária com a entrega e os resíduos passaram a ser uma fonte de rendimento para a autarquia.

A compra dos sacos de plástica implementada no início de 2015 terá tido um efeito imediato na redução dos sacos de plástico – já se vêm menos por aí a estragar o ambiente.

As garrafas de plástico são o lixo que mais se vê e é uma pena estas medidas ainda não estarem a ser feitas no nosso país.

“quando me perguntas te se tem que haver uma abordagem política ao problema sem sombra de duvida que tem porque o que estamos a fazer até agora não sou eu que digo não funciona. Se formos ver os números da Pordata a tendência de reciclagem é para diminuir em Portugal… isto considerando a quantidade de acções que têm sido feitas e o dinheiro investido e nós temos a percentagem de valorização de resíduos urbanos a descer segundos dados oficiais e até 2020 temos que ter uma percentagem de reciclagem de pelo menos 50% já não falta assim muito tempo, alguma coisa tem que ser feita e tem que ser feita e tem que ser feita ao mais alto nível e o mais depressa possível.”

Escute a entrevista na íntegra utilizando o leitor acima em “audio”.

Iniciativa da sociedade civil contraria cultura de pagamentos fora do prazo a fornecedores

pagar a horas

https://soundcloud.com/audiopressportugal/conheca-o-compromisso-pagamento-pontual-acege

Sabia que em Portugal existe uma cultura de pagamentos fora do prazo a fornecedores e que provoca, todos os anos, milhares de novos desempregados?

Conheça o compromisso Pagamento Pontual.

A Associação Cristã de empresários e gestores juntou se à agência para a competitividade e inovação e à confederação empresarial de Portugal para criar uma plataforma de entendimento de nome, compromisso pagamento pontual.

A mudança cultural sobre pagamentos está em curso e já nada a pode parar.

“Quando uma empresa não paga a horas é toda a economia que se atrasa” 

(spot institucional ACEGE incluso nesta entrevista) 

Apesar das muitas dificuldades que estão ainda por ultrapassar o movimento está a crescer.

Saiba que a Câmara Municipal do Porto aderiu ao compromisso pagamento pontual tornando se na 1ª câmara municipal de grande dimensão a integrar a iniciativa.

Saiba ainda que a diferença de Portugal em relação à media europeia é ainda muito negativa, de mais de 79 dias nos atrasos de pagamentos.

 

 

 

 

 

 

 

Apresento-lhe a Economia da Partilha com Cândida Rato

[AUDIO]

 

[TEXTO]

Partilhar é possibilitar o encontro. E por encontro podemos não estar a falar só de encontro de pessoas mas o encontro de necessidades e dos recursos disponíveis.

Na economia da partilha troca se ou simplesmente oferecemos a todos:

o nosso tempo, as nossas competências, partilhar uma boleia, roupa que está no roupeiro e que já não usamos…

A economia da partilha é como as trocas que as nossas avós faziam.

Para nos explicar como funciona a “the sharing economy” | a Economia da Partilha – esta semana estive à conversa com Cândida Rato, a representante em Portugal deste movimento que arrancou recentemente com formações e consultoria sobre esta nova economia.

Saiba que mais de metade dos consumidores no Reino Unido já estão envolvidos em actividades na Economia da partilha.

Portugal foi um dos 3 países com mais eventos na semana da partilha, em 2015 no programa internacional dedicado ao tema.

O Globalsharingweek acontece mais uma vez em Junho: pode consultar e inserir o seu próprio evento on line ou entrar no site The people who share Portugal no facebook.

Economia de Partilha ressurgiu assim com a evolução da internet e da crise financeira.

É um novo modelo económico e social que permite o acesso partilhado a bens, serviços, dados e talentos.

Um estudo de 2013 estima que em todo o mundo – deverá circular o equivalente a 400 mil milhões de euros em actividades de economia da partilha.

As lojas sociais são outro exemplo da economia da partilha.

Em Lisboa já existe uma plataforma social em que quem oferece carrega a informação na plataforma on line e quem procura encontra o que precisa e depois é só levantar na junta de freguesia onde está o bem ou serviço oferecido.

 

Conheça um serviço público e gratuito que faz o arquivo da Internet portuguesa desde 1996

[AUDIO]

https://soundcloud.com/audiopressportugal/conheca-um-servico-publico-e-gratuito-que-faz-o-arquivo-da-internet-portuguesa-desde-1996

[TEXTO]

Quem é que nunca foi pesquisar algo à internet e encontrou a mensagem “página não encontrada”?

Passado um ano depois de existir uma publicação na internet, cerca de 80% das páginas desaparecem ou são alteradas.

Assim surge este serviço de preservação digital prestado pelo Arquivo.pt que é essencial para conservar uma parte da herança cultural do país.

Em arquivo.pt encontra disponibilizado um serviço de pesquisa pública e gratuito sobre dados arquivados na internet desde 1996.

O arquivo.pt é uma iniciativa de uma unidade da FCCN da FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia – é uma infra-estrutura de investigação focada na preservação dos conteúdos de interesse para a comunidade portuguesa.

Saiba como funciona este arquivo pelas palavras do próprio coordenador do projecto, Daniel Gomes.

Numa entrevista conduzida pelo jornalista Edgar Canelas na antena 1 em Janeiro de 2016.

Este serviço Made in Portugal poderá ainda servir utilizadores internacionais, uma vez que preserva páginas em várias línguas e oferece a possibilidade de acesso a conteúdos históricos em português a utilizadores estrangeiros através de ferramentas de tradução automática.

Conheça a Andresa Salgueiro que viveu mais de um ano de trocas

[AUDIO]

https://soundcloud.com/audiopressportugal/conheca-a-andresa-salgueiro-que-viveu-mais-de-um-ano-de-trocas

 

[TEXTO]

A Andresa Salgueiro é psicopedagogia e uma comunicadora nata.

É uma mulher multifacetada difícil de definir

É a única mulher portuguesa e talvez do Mundo que fez uma escolha difícil.

Em 2011 ficou conhecida por ter assumido publicamente ter mudado radicalmente de vida.

Despediu-se e teve mais de um ano a viver exclusivamente de trocas.

Em Novembro de 2014 lançou o 1º livro do Mundo que não se compra com dinheiro mas com trocas.

É altura de falar com a Andresa e saber o que ficou desta intensa experiência que se aproxima desta nova economia social, uma economia mais solidária.

 

“Antes das trocas eu era uma pessoa muito consumista”

“agora estou a encontrar um meio termo”

“sou uma transformadora de consciências”.

Estão aí novos avanços no combate à doença de Parkinson (Tiago Fleming Outeiro)

 

[AUDIO]

https://soundcloud.com/audiopressportugal/estao-ai-novos-avancos-no-combate-a-doenca-de-parkinson-tiago-fleming-outeiro

 

[TEXTO]

O investigador português Tiago Fleming Outeiro já tinha sido noticiado pelo Audio Press Portugal numa altura em que recebia pela segunda vez uma bolsa pela fundação Michael J. Fox, um reconhecimento Mundial pela inovação nas suas investigações no combate à doença de Parkinson.

2015 terminou com novos avanços científicos de âmbito mundial.

A novidade foi que a proteína a – beta-sinucleína poder ser tóxica para as células – uma proteína pouco valorizada no contexto da doença de Parkinson.

O Audio Press Portugal entrevistou o investigador português que nos explica melhor como funciona esta proteína no nosso organismo.

Quisemos saber a opinião do cientista Tiago Fleming Outeiro sobre a investigação no nosso país.

Muitas vezes não damos valor ao que acontece por cá e o Audio Press Portugal contraria essa tendência.

Dou-lhe a conhecer o estado da arte da investigação no nosso país na opinião do cientista Tiago Fleming Outeiro.

 

“À vezes pensamos que só no estrangeiro é que se faz boa investigação isso não é verdade”

O que não temos é a estabilidade que a ciência precisa para que as pessoas que se vão formando possam entrar no sistema”.

Eu acho que nós temos muito boa investigação, muitos bons investigadores, temos motivos para estar orgulhosos daquilo que se faz em Portugal…

Aquilo que se faz em Portugal não fica nada atrás do que se faz no estrangeiro, pelo contrário, muitas vezes faz-se mais com menos”.