Conheça um casal de portugueses que está a trabalhar a “medicina do habitat”

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https://soundcloud.com/audiopressportugal/conheca-um-casal-de-portugueses-que-esta-a-trabalhar-sobre-a-medicina-do-habitat

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Estamos todos, os seres humanos, cada vez mais sedentários.

Passamos a maior parte das nossas vidas dentro de uma casa.

No local onde vivemos ou no local onde trabalhamos.

França, Espanha, Alemanha e Suécia são alguns dos países que já trabalham com a consciência de que – o ambiente que nos circula influencia a nossa saúde.

Saiba que depois dos factores genéticos e os hábitos de vida adoptados são os factores ambientais que mais ditam a nossa condição de saúde.

Este semana demos a voz a Marcelina Guimarães e Miguel Fernandes – um casal que se apaixonou por estes temas e criou a empresa – Habitat Saudável

– a única empresa de arquitetura a oferecer este tipo de consultoria em Portugal.

Ao longo da entrevista percebemos que, alguns comportamentos simples podem diminuir os riscos:

uma das dicas deixada pela Habitat Saudável é substituirmos a ligação wi fi por cabo ou limitar a sua utilização.

Miguel Fernandes falou na semelhança entre uma parede de habitação e a nossa pele; alertando para alguns problemas comuns, como: a “contaminação eletromagnética proveniente dos postes de alta tensão e dos telemóveis (…) a ausência de plantas naturais, entre outros factores.”

Nesta entrevista vai conhecer o gás radão – um gás radioactivo de origem granítica.

“O radão está presente na natureza e está considerado pela organização mundial de saúde como a 2º causa de cancro do pulmão”

conforme refere o geobiólogo Miguel Fernandes ao Audio Press Portugal.

Os níveis deste gás radioactivo estão presentes de forma acentuada em alguns distritos de Portugal cuja informação pode ser obtida on line.

Estivemos a falar de geobiologia e de biohabitabilidade, cujos estudos apesar de não serem recentes começam por ser aplicados em Portugal, graças a pessoas como a Marcelina Guimarães e o Miguel Fernandes.

O lixo e os resíduos no nosso país vistos pelo movimento cívico Tara Recuperável

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Apresento lhe o movimento Tara Recuperável

Tara Recuperavel é um movimento cívico de acção ambiental com um manifesto feito em Maio de 2012.

As garrafas e as latas podem deixar de estar nas praias e nas nossas ruas com medidas simples.

O Audio Press Portugal entrevistou o Daniel Gomes que é o responsável por este movimento.

“Daniel a nível das boas praticas todo este trabalho que vens a desenvolver há pelo menos 3 anos no Movimento Tara Recuperável já te dá uma ideia de quais é que são as boas praticas que estão a ser feitas a nível internacional e que não há aqui grande trabalho a fazer senão seguir as boas praticas dos países que já trabalharam seriamente este tema e que já o aplicaram. Nomeadamente nas caixas automáticas colocadas em locais públicos como acontece por exemplo na Holanda

(funciona com talões de desconto nas compras na entrega do vasilhame com ganhos mútuos para todas as partes).

(entrevistado)

E em relação ao nosso país Daniel Gomes deu o exemplo da cidade de Lisboa em que a câmara negociou uma recompensa monetária com a entrega e os resíduos passaram a ser uma fonte de rendimento para a autarquia.

A compra dos sacos de plástica implementada no início de 2015 terá tido um efeito imediato na redução dos sacos de plástico – já se vêm menos por aí a estragar o ambiente.

As garrafas de plástico são o lixo que mais se vê e é uma pena estas medidas ainda não estarem a ser feitas no nosso país.

“quando me perguntas te se tem que haver uma abordagem política ao problema sem sombra de duvida que tem porque o que estamos a fazer até agora não sou eu que digo não funciona. Se formos ver os números da Pordata a tendência de reciclagem é para diminuir em Portugal… isto considerando a quantidade de acções que têm sido feitas e o dinheiro investido e nós temos a percentagem de valorização de resíduos urbanos a descer segundos dados oficiais e até 2020 temos que ter uma percentagem de reciclagem de pelo menos 50% já não falta assim muito tempo, alguma coisa tem que ser feita e tem que ser feita e tem que ser feita ao mais alto nível e o mais depressa possível.”

Escute a entrevista na íntegra utilizando o leitor acima em “audio”.

Iniciativa da sociedade civil contraria cultura de pagamentos fora do prazo a fornecedores

pagar a horas

https://soundcloud.com/audiopressportugal/conheca-o-compromisso-pagamento-pontual-acege

Sabia que em Portugal existe uma cultura de pagamentos fora do prazo a fornecedores e que provoca, todos os anos, milhares de novos desempregados?

Conheça o compromisso Pagamento Pontual.

A Associação Cristã de empresários e gestores juntou se à agência para a competitividade e inovação e à confederação empresarial de Portugal para criar uma plataforma de entendimento de nome, compromisso pagamento pontual.

A mudança cultural sobre pagamentos está em curso e já nada a pode parar.

“Quando uma empresa não paga a horas é toda a economia que se atrasa” 

(spot institucional ACEGE incluso nesta entrevista) 

Apesar das muitas dificuldades que estão ainda por ultrapassar o movimento está a crescer.

Saiba que a Câmara Municipal do Porto aderiu ao compromisso pagamento pontual tornando se na 1ª câmara municipal de grande dimensão a integrar a iniciativa.

Saiba ainda que a diferença de Portugal em relação à media europeia é ainda muito negativa, de mais de 79 dias nos atrasos de pagamentos.

 

 

 

 

 

 

 

Apresento-lhe a Economia da Partilha com Cândida Rato

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Partilhar é possibilitar o encontro. E por encontro podemos não estar a falar só de encontro de pessoas mas o encontro de necessidades e dos recursos disponíveis.

Na economia da partilha troca se ou simplesmente oferecemos a todos:

o nosso tempo, as nossas competências, partilhar uma boleia, roupa que está no roupeiro e que já não usamos…

A economia da partilha é como as trocas que as nossas avós faziam.

Para nos explicar como funciona a “the sharing economy” | a Economia da Partilha – esta semana estive à conversa com Cândida Rato, a representante em Portugal deste movimento que arrancou recentemente com formações e consultoria sobre esta nova economia.

Saiba que mais de metade dos consumidores no Reino Unido já estão envolvidos em actividades na Economia da partilha.

Portugal foi um dos 3 países com mais eventos na semana da partilha, em 2015 no programa internacional dedicado ao tema.

O Globalsharingweek acontece mais uma vez em Junho: pode consultar e inserir o seu próprio evento on line ou entrar no site The people who share Portugal no facebook.

Economia de Partilha ressurgiu assim com a evolução da internet e da crise financeira.

É um novo modelo económico e social que permite o acesso partilhado a bens, serviços, dados e talentos.

Um estudo de 2013 estima que em todo o mundo – deverá circular o equivalente a 400 mil milhões de euros em actividades de economia da partilha.

As lojas sociais são outro exemplo da economia da partilha.

Em Lisboa já existe uma plataforma social em que quem oferece carrega a informação na plataforma on line e quem procura encontra o que precisa e depois é só levantar na junta de freguesia onde está o bem ou serviço oferecido.

 

Conheça um serviço público e gratuito que faz o arquivo da Internet portuguesa desde 1996

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Quem é que nunca foi pesquisar algo à internet e encontrou a mensagem “página não encontrada”?

Passado um ano depois de existir uma publicação na internet, cerca de 80% das páginas desaparecem ou são alteradas.

Assim surge este serviço de preservação digital prestado pelo Arquivo.pt que é essencial para conservar uma parte da herança cultural do país.

Em arquivo.pt encontra disponibilizado um serviço de pesquisa pública e gratuito sobre dados arquivados na internet desde 1996.

O arquivo.pt é uma iniciativa de uma unidade da FCCN da FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia – é uma infra-estrutura de investigação focada na preservação dos conteúdos de interesse para a comunidade portuguesa.

Saiba como funciona este arquivo pelas palavras do próprio coordenador do projecto, Daniel Gomes.

Numa entrevista conduzida pelo jornalista Edgar Canelas na antena 1 em Janeiro de 2016.

Este serviço Made in Portugal poderá ainda servir utilizadores internacionais, uma vez que preserva páginas em várias línguas e oferece a possibilidade de acesso a conteúdos históricos em português a utilizadores estrangeiros através de ferramentas de tradução automática.

Conheça a Andresa Salgueiro que viveu mais de um ano de trocas

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A Andresa Salgueiro é psicopedagogia e uma comunicadora nata.

É uma mulher multifacetada difícil de definir

É a única mulher portuguesa e talvez do Mundo que fez uma escolha difícil.

Em 2011 ficou conhecida por ter assumido publicamente ter mudado radicalmente de vida.

Despediu-se e teve mais de um ano a viver exclusivamente de trocas.

Em Novembro de 2014 lançou o 1º livro do Mundo que não se compra com dinheiro mas com trocas.

É altura de falar com a Andresa e saber o que ficou desta intensa experiência que se aproxima desta nova economia social, uma economia mais solidária.

 

“Antes das trocas eu era uma pessoa muito consumista”

“agora estou a encontrar um meio termo”

“sou uma transformadora de consciências”.

Estão aí novos avanços no combate à doença de Parkinson (Tiago Fleming Outeiro)

 

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O investigador português Tiago Fleming Outeiro já tinha sido noticiado pelo Audio Press Portugal numa altura em que recebia pela segunda vez uma bolsa pela fundação Michael J. Fox, um reconhecimento Mundial pela inovação nas suas investigações no combate à doença de Parkinson.

2015 terminou com novos avanços científicos de âmbito mundial.

A novidade foi que a proteína a – beta-sinucleína poder ser tóxica para as células – uma proteína pouco valorizada no contexto da doença de Parkinson.

O Audio Press Portugal entrevistou o investigador português que nos explica melhor como funciona esta proteína no nosso organismo.

Quisemos saber a opinião do cientista Tiago Fleming Outeiro sobre a investigação no nosso país.

Muitas vezes não damos valor ao que acontece por cá e o Audio Press Portugal contraria essa tendência.

Dou-lhe a conhecer o estado da arte da investigação no nosso país na opinião do cientista Tiago Fleming Outeiro.

 

“À vezes pensamos que só no estrangeiro é que se faz boa investigação isso não é verdade”

O que não temos é a estabilidade que a ciência precisa para que as pessoas que se vão formando possam entrar no sistema”.

Eu acho que nós temos muito boa investigação, muitos bons investigadores, temos motivos para estar orgulhosos daquilo que se faz em Portugal…

Aquilo que se faz em Portugal não fica nada atrás do que se faz no estrangeiro, pelo contrário, muitas vezes faz-se mais com menos”.

Um programa pioneiro em Portugal ajuda crianças autistas e não só

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Apresento lhe um programa pioneiro em Portugal, o Horse Boy Portugal.

Sabia que Um ambiente em contato com os animais favorece não só a criança como toda a sua família?

Aqui conhece os efeitos benéficos dos cavalos, do movimento e da natureza.

Falamos de Autismo, de Hiperactividade de Défice de atenção entre outras dificuldades neuro-sensoriais nas crianças.

Os fundadores do projecto no Texas contactaram esta associação de Vila Franca de Xira para trazerem ao nosso país este tipo de programa criando para resolver um problema do filho do mentor de Rupert Isaacson.

Sofia Valença do Centro Equestre da Lezíria Grande em Vila Franca de Xira contou ao Audio Press Portugal o que este tipo de programa pode fazer no caso das crianças com autismo.

Estamos a falar de um programa pioneiro em Portugal com resultados comprovados de forma científica e que vão muito além do autismo.

Voluntários e donativos são sempre bem-vindos dado que as terapias personalizadas são gratuitas e o valor das mesmas é impagável.

Saiba que o Centro Equestre da Lezíria Grande numa localidade de Vila Franca de Xira, em Povos, já existe há 33 anos mas este trabalho é novo e pioneiro no nosso país.

Saiba mais através das redes sociais pesquisando por Horse Boy Portugal.

 

 

Portugal abre caminho no uso das energias renováveis em construção naval

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A empresa é jovem – chama-se Sun Concept, tem estaleiro em Olhão, em pleno coração do parque natural da ria formosa

Mas…apesar da empresa ser recente – o conhecimento tem mais de 3 décadas na pessoa de Jorge Severino.

O nosso entrevistado desta semana é um pré-cursor na construção naval com recurso exclusivo às energias renováveis e com um design de casco inovador.

Jorge Severino começa por nos contar como reagiram os nossos pescadores a esta inovação.

“fiquei surpreendido de não ligarem à forma e começaram a falar uns com os outros, já não estão minimamente interessados na forma porque perceberam que podem ir buscar uma enorme redução de custos. Não havia qualquer dúvida no espírito deles. São pessoas muito habituadas ao mar e que perceberam perfeitamente o que lhes estava a falar.”

Com um design do casco audaz mas pensado para ter o máximo de eficiência, em termos de aerodinâmica e hidrodinâmica.

Esta empresa, cem por cento portuguesa, está a desenhar e a construir isto é: quer ser auto-suficiente sem ter que comprar fora as ferramentas como os moldes que não existem e que são aqui desenhados e construídos do zero, com mão de obra qualificada portuguesa.

Estamos a falar de design e tecnologia portuguesa recente mas é uma tendência que veio para ficar.

Zero é o valor do consumo nestes barcos e enorme é a herança que se deixa para os filhos e netos, saindo, definitivamente, da dependência dos combustíveis.

O barco electro solar de nome Sun Sailer está na zona do parque natural da ria formosa para quem o quiser experimentar.

A produção em série destes tipo de barcos amigos do ambiente já ninguém a pode travar e vai continuar a ser 100 por cento portuguesa!

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Joana Moscoso é uma investigadora e empreendedora que deve conhecer

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Joana Moscoso recebe mais um prémio internacional.

É bióloga e investigadora e consegue ao mesmo tempo ser empreendedora.

Esta semana entrevistamos Joana Moscoso – uma portuguesa que não pára de receber prémios internacionais.

Passou os últimos nove anos a estudar e trabalhar fora: Suécia, Austrália e nos últimos anos no Reino Unido onde criou uma empresa social de nome Native Scientist.

Este tipo de empresa social ainda não existe no nosso país.

Desde há uns anos Joana Moscoso leva cientistas às salas de aula – uma experiência enriquecedora para crianças emigrantes portuguesas, que assim, conseguem manter o contacto com a língua materna; dando ao mesmo tempo uma outra imagem do típico emigrante português que, naturalmente mudou ao longo dos tempos.

Este trabalho já foi feito no Reino Unido, na França e na Alemanha.

Por este trabalho de comunicar ciência às crianças recebeu já em 2016 um galardão atribuído pela Royal Society of Biology e também um prémio de 150 mil euros.

Joana Moscoso em entrevista exclusiva ao Audio Press Portugal dá nos a sua visão de como estamos por cá em termos de comunicação da ciência.

(entrevistada)

Foi no Reino Unido que também trabalhou como investigadora:

Saiba que Joana Moscoso estudou duas bactérias que estão muito associadas a infecções hospitalares – os antibióticos passaram a ser receitados para todo o tipo de doença a nível infeccioso incluindo as gripes.

“Infelizmente os antibióticos passaram a ser receitados de forma descontrolada”

muitas vezes as gripes são causadas por vírus e não por bactérias pelo que deveriam ser feitas análises antes da prescrição – conforme as palavras da Joana Moscoso.

(entrevistada)

Por é que não se fala sobre isto?

É caro? Será que é um exame caro? Seria um exame ao sangue?

Atualmente Joana Moscoso estuda uma 3ª bactéria associada a infecções no intestino, nos embriões e no cérebro a partir do Porto.

Vai continuar a trabalhar no seu país ausentando-se no neste seu trabalho com as crianças através da Native Scientist terminando a nossa entrevista fazendo um agradecimento à Fundação que a apoia, que apoia o seu trabalho e convidando outros cientistas portugueses por todo o Mundo a juntarem-se a esta equipa.